quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Acordada pela luz!


Oi meus queridos,

Ontem, não teve postagem por falta de conexão. O computador entrou em greve!
Não sei se em apoio ou represália ao idiotismo que estava acontecendo na USP!
Que coisa de louco, meu Deus, indivíduos que julgamos estudantes, mascarados, pichando paredes, depredando Patrimônio, imundiciando a Reitoria, em nome de LIBERDADE!
Liberdade, de não ter a polícia protegendo quem deseja estudar, ir e vir em segurança, ter seu Patrimônio e vida protegidos!?!
Colocar a policia pra fora, é abrir espaço não só aos consumidores de droga, mas aos traficantes, assaltantes, estupradores, assassinos... Já vimos esse filme de terror! Morremos todos no final!
E aí, não teve internet. Por conta disso, nem bem deu 00:00h, estávamos Tainá e eu recolhidas aos braços de Morfeu.
Porém, às 4h da manhã, aconteceu um fato FANTÁSTICO!
Já lhes contei que moro num kitinete, em frente à Rua da Consolação e da Igreja do mesmo nome?
Pois bem: meu apartamento tem uma pequenina varanda que dá frente para a rua. A cozinha é toda envidraçada e não tem cortinas...
Acordei, com a Lua invadindo meu pequeno mundo. Acordei com a luz da lua!
Pulei da cama e me dirigi para a cozinha e lá estava ela: quase cheia, de um branco leitoso, brilhante, gorda, sorridente e absoluta, sentada sobre a mesa da cozinha. Linda, plena, “dona do pedaço”! Tão lua que até poderia se fingir de sol!
Fiquei extasiada, abestalhada, embevecida, agradecida. Na verdade, “besta”!
Que presente era aquele meu Pai?!?
Me senti tão abençoada, tão cheia de energia, de saúde, de esperança! Minha fé, mil vezes multiplicada, encheu de lágrima meus olhos que já viram tanto...
Como Deus é Pai!!!
Nem sei se merecia tal presente. Acredito que outros como eu, tiveram por algum motivo o privilégio dessa benção. Aos que dormiam e perderam esse espetáculo, que eu felizarda presenciei, gostaria que através das minhas palavras, tentassem imaginar esse momento de pura magia. Fechem os olhos e imaginem... e aí, como eu, sintam na alma a força, a graça, a doçura e a grandeza de Deus! E agradeçam como eu a felicidade de estar vivo, de ser filho de um pai tão abençoado e poder de graça, por pura graça, ter a lua a nos enfeitar a vida!!!
PS. Só voltei a dormir quando o sol nasceu... e por preguiça, como não fazia há muito tempo, levantei-me as 8h da manhã, com o céu azul e a vida me dizendo: BOM DIA!
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Para George Facundo, meio filho, meio amigo, meio tesão enrustido, muito querido pelo meu coração, esperando que sua vida seja plena de $UCE$$O, de paz, de amor, de fé, de música e poesia.


Que o Deus em quem Ele crê, ilumine não só suas idéias e palavras, mas seu servir: Não é fácil cuidar dos desvalidos, dos abandonados, dos sem esperança... principalmente se eles são quase tão jovens quanto o cuidador.
Que você, meu amado, não se pretenda gênio, sábio, ou conhecedor de tudo um pouco. Que se aceite “aprendiz” e faça da missão de aprender, motivo de crescer e elevar o outro.
Valorize sua mãe. Ela é “UM BICHO”! Aceite-a como ela se dá. Ela é PERFEITA! Não esqueça: você chegou aonde chegou, porque ELA te levou!
Vocês dois valem por mil!
Amo vocês!!!
Beijos,
Tania Pinheiro.

4 comentários:

Célia Gil, narciso silvestre disse...

Que lindo texto! Adorei! Bjs

Célia disse...

Tania! Boa Lua! Bom Sol! Bom tudo pra você!! Presentes divinos nos chegam sempre de surpresa!! Também sou "abestada" ao me deparar com a lua linda, exuberante, penetrando minha janela!! Somos românticas, fazer-se o quê? Não é mesmo? Seu texto romanceado na vida como ela é... transportou-me à Igreja da Consolação - onde em 1970 - casei-me com meu grande amor! Hoje, falecido, mas amado e muito por toda a eternidade! Beijos da Célia.

Carla Ceres disse...

Tania, às vezes a graça no visita e só nos resta agradecer. Você fez mais, compartilhou. Então eu te agradeço. :) Obrigada, querida!

O Guri disse...

Aposto como você lê, Mário Quintana. Tenho certeza, reconheço muito dele em você...

Tinha vezes em que eu me sentia tão sozinho e não consegui dormir, que ficava olhando pela janela a rua de casa, imaginando o cada vivente faz quando dorme...