terça-feira, 28 de maio de 2013

O peso de honrar um compromisso...



Oi meus queridos,

No último dia 21, escrevi uma despedida pra vocês. Coloquei no papel, toda a minha tristeza, toda a angústia e solidão que vimos vivendo, Tainá e eu, nos últimos três anos. Escrevi sobre meus medos, minha apatia forçada, meu desejo desesperado de trabalhar, produzir, ganhar meu pão com o suor do meu rosto, como sempre fiz. Escrevi sobre o quanto estou decepcionada com o mundo, as pessoas (as de longe e as bem próximas!), falei sobre as dores e fragilidades do meu corpo e da minha alma...
Pior, contei abertamente o quão estou deprimida, sem sonhos, sem fé ou vontade de seguir. A gente para de viver, quando deixa de sonhar e fazer planos. Respirar, comer, dormir, defecar... Não é viver!
Agradeci a cada um de vocês o apoio, o carinho, as muitas palavras de incentivo, as amizades sinceras e gratuitas, muitas sem rosto, todas com alma e coração!
Pedi perdão pela fraqueza, confessei meu cansaço, minha impotência, minha quase inutilidade.
A Tainá se negou a postar e acabar com o blog. Discutimos, brigamos nos ferindo mutuamente, sempre gritando o quanto nos amamos e precisamos uma da outra.
Estamos doentes. De tristeza, de exaustão, de necessidade de paz, segurança física emocional e espiritual... Estamos precisando de colo, respeito, projetos e coragem para realiza-los! Estamos nos suportando a duras penas, por que maior do que todo mal, do que tudo de triste e ruim que estamos vivendo, é o imenso amor que nos une.
E aí, burramente, resolvi pagar alguém para digitar o fim do blog.
Por um daqueles caprichos que O CARA, de vez em quando resolve usar, só para mostrar QUEM manda, recebi três recados no blog de pessoas agradecendo por palavras que eu escrevi e que de alguma forma as ajudou num momento ruim. Não fosse isso o bastante, uma parceirinha lá do Icesp, perdeu o paizinho dela hoje. Eu estava lá no saguão, conversando com o meu querido Patrício. Quando ela me viu, veio até mim e me olhou. Tudo o que fiz, foi abraça-la, dizer meia dúzia de palavras de conforto, guarda-la bem quietinha junto do meu peito. Juro que tentei dividir a dor com ela. Quando nos separamos, ela enxugou os olhos e me falou:
– Ontem li sua postagem para o meu pai, engraçado, ele sorriu o sorriso mais triste que eu já tinha visto e comentou, “eu entendo essa moça, eu também não tenho mais orgulho de ser brasileiro”! Minutos depois ele deu uma risada e disse que, certamente isso irá mudar assim que o neto dele for presidente da República!
... Deus te ouça, meu velho. De minha parte vou torcer muito pra que isso aconteça, pois se ele herdou do avô e da mãe, a garra, o caráter, o amor a Deus e ao próximo, quem sabe ainda dê pra dar um jeito!?!
Pelo visto ainda não terminou minha missão.
Amo vocês!

Mil beijos,

Tania Pinheiro.

3 comentários:

Célia Rangel disse...

Tania e Tainá, queridas!
O apóstolo Paulo, na segunda carta que dirigiu à comunidade de Corinto afirma, a uma dada altura, assim: «Prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por Cristo, pois QUANDO ME SINTO FRACO, ENTÃO É QUE SOU FORTE» (2 Co 12,9-10). Amém!!
Prossigamos, pois Deus espera muito de nós. Rezo por vocês.
Beijos. Célia.

Carla Ceres disse...

Queridas Tania e Tainá, vocês nem imaginam o quanto ajudam as pessoas que passam por aqui. Depressão é algo que conheço bem demais. Continuem firmes e acreditem que são fortes. Vocês são fortes sim e estão predestinadas a vencer. Quem está de fora percebe isso claramente. Admiro muito vocês duas. Beijos!

Célia Gil, narciso silvestre disse...

Que bom que mudou de ideias! Admiro a sua coragem! O desânimo é muito normal, há que arranjar tarefas e objetivos para o superar.
Bjs