quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Coisas da vida...


Oi meus queridos,

É engraçado como temos capacidade de armazenamento. Conseguimos guardar no peito e na memória, coisas que nem dá pra contar!
Depois do câncer, passei a lembrar de fatos, estórias, pessoas, passei a reviver mil e uma situações, algumas alegres, outras nem tanto... A passagem dos meus avós, dos meus pais, do meu irmão caçula, de vários amigos e comparsas, do nascimento dos sobrinhos e dos sobrinhos netos, de alguns poucos companheiros de luta e convicção, que ainda estão por aí, ensinando “liberdade”!
O fato de ainda não saber mexer no computador me limita muito. Não fosse eu, analfabeta digital, poderia conversar com tanta gente...
Na verdade, o que mais sinto falta no blog, é de dialogar com quem lê. Quando o pensamos Tainá e eu, tínhamos por objetivo principal, o intercâmbio, o inter-relacionamento, a ideia era ouvir os problemas, sonhos, expectativas, contar pra vocês, como eu Tania, me sentia a cada fase. Queria que quem fizesse quimioterapia, como eu, dividisse a amargura do processo, permitisse que eu, e em particular os leitores, que assim o desejassem, pudéssemos transmitir força, amparo, aconchego, carinho... e a certeza de que “no final, tudo vai dar certo! Se não deu certo ainda, é porque não chegou o final”!
Queria muito ter mais respostas, críticas, desabafos, recados, receitas... vale tudo, o importante é que vocês apareçam mais no pedaço, pois às vezes, sinto que estou escrevendo só para a Célia e a Carla! Adoro essas duas pérolas, que não me abandonam nem com reza braba! Obrigada, queridas.
Acho que estou me tornando uma velha rabugenta, pegajosa, implicante e carente, pobre Tatá que me aguenta todo dia.
Perdoem... são fricotes da idade. Coisas da vida!

P.S Passarei a partir de hoje, a responder os comentários no blog, também no espaço dos comentários, pra gente poder prosear, ok?



Mil beijos,

Tania Pinheiro.

7 comentários:

Carla Ceres disse...

Oba, vai ter resposta no blog! Já cliquei no quadradinho pra receber comentários de acompanhamento. Boa ideia, Tania. :) E pode ter certeza de que a gente não desgruda de vocês, de jeito nenhum. Beijos!

Célia Rangel disse...

kkkkk... Olhe menina Tania... nem na outra "encadernação" a gente te larga, ok? Às vezes me acho meio invasora do seu espaço e fico 'discursando' meus impropérios... vai deletando, ok? Mas, o povo é assim mesmo. Na análise que faço das visitas virtuais e dos comentários há uma ENORME defasagem. Ou não comentam, por não gostarem, por não serem tocados, ou por preguiça mesmo... O pior ainda é quando 'plagiam'... Isso é um outro capítulo! Vou aguardar suas respostas, ok?
Beijo para vc e Tainá.

Tania Pinheiro disse...

Carlinha querida, é como eu disse, to escrevendo pra vc e pra Célia, o que é uma honra! A Tainá me disse, que comentários não tem nada a ver com visitas, tá, mas se me visitou pq não deixa pelo menos um oi? Não é mesmo?! Brigada por continuar aí e sempre. Quanto a mim, adoro seus textos. Beijão, Tania.

Tania Pinheiro disse...

Célia amiga, posso te pedir um favor? Não deixe de invadir o meu espaço, vc não imagina, quanto é importante a sua opinião, o seu comentário, o seu carinho! Embora escrever seja um dom, e cá entre nós, o seu é com D maiúsculo, às vezes faz tanta falta saber que o que a gente escreve está ou não, ajudando alguém, divertindo, ou apoiando. Mas é isso mesmo, algumas pessoas também não conseguem demonstrar em palavras o que sentem. Obrigada por estar sempre presente. Beijão, Tania.

Carla Ceres disse...

Sabe que a Tatá tem razão, Tania? A imensa maioria das pessoas visita sem comentar. Acontece nos blogs de todo mundo que eu conheço. Mas pode acontecer um pouquinho mais com o seu porque os leitores que não comentam talvez estejam passando por um momento difícil e se sentindo frágeis. Ainda assim, eles chegam e se inspiram pra continuar lutando. Beijos!

Tania Pinheiro disse...

Obrigada pela reflexão, amiga. Me ajuda a entender melhor esse universo virtual. Continuo desejando mais conversas. Beijos!!!

Letícia disse...

Acho que quando passamos por certas experiências na vida nos agarramos àquilo que nos faz querer levantar e lutar pra viver.

E para poder ter força precisamos também estar perto de quem nos faz feliz. Seja telefonando todos os dias, seja através de redes sociais, enfim, nesse momento é importante se comunicar.
Por mais que pareça carência, ou qualquer outra coisa. Fazer o que nos faz bem, estar com quem nos faz bem, nos faz sentir mais viva, mais forte!

Eu penso que as coisas funcionam mais ou menos assim.