quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Refletindo, reflexando, reluzindo a sabedoria da minha “menina velha”!



Oi meus queridos,

Acabei de escrever um texto, daqueles que causam o mesmo efeito de uma mina escondida no deserto, ou tanque de guerra esmagando alegrias.
Muita raiva, muita angústia, muita vontade de CONHECER a tal da JUSTIÇA, um desejo insano de empunhar uma R15 e exterminar em praça pública, seis dúzias de corruptos, ladrões, “salvadores de almas e da Pátria”, defensores da ordem e da lei.
Tanto rancor, tanta amargura, encheram de lágrimas os olhos da Tatá... E aí, em sua sabedoria de espírito velho, ela me perguntou se “aquilo” era digno de ser postado para pessoas que procuram força, solidariedade, esperança, histórias de vitória e superação, buscando apoio nas mensagens do blog... Pessoas que como nós (já que ela esteve ao meu lado a cada segundo) enfrentam não só a doença, mas, o medo, a depressão, as mudanças, as muitas restrições... e, vencem, a cada a dia!
Ela com os olhos vermelhos de chorar, perguntou-me o porquê do texto, por que meu coração estava tão escuro, meu sorriso tão sem graça, meus olhos tão apagados?!?
Não soube responder. O que disse foi que estou triste, me sentindo vazia, inútil, improdutiva, sem vontade de sonhar ou prosseguir.
Ficamos 2 horas conversando. Um UFC de amor entre mãe e filha. Lavamos com lágrimas “nossas almas sujas”, por excesso de uso, de dor e de medo. Às vezes, não percebemos, o quanto escurece o nosso coração a tristeza, a melancolia, a falta de fé...
Não nos prometemos nada, só pensar (e muito) na conversa.
Acho, não, tenho certeza, que encontraremos grandes, lindas, fortes e felizes soluções: Porque o nosso amor é tanto, tão puro, verdadeiro e “insano”, que não valeria a pena, termos nos escolhido como mãe e filha, se não fosse para desfrutar com toda alegria, o TÍTULO de filhas diletas do Grande Mestre do Universo.


Amo vocês, mas + a Tatá.
Mil beijos,
Tania Pinheiro.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Não querendo ser arrogante, por favor, deixe que eu lhe ofereça meu colo...


Oi meus queridos,

Por motivos que não sei explicar, sempre fui muito “na minha”. Procurava ser o mais autossuficiente possível, não chamar muito atenção... Talvez, eu até pudesse ser considerada uma criança triste. Dos 9 aos 13 anos, não tive tempo e nem interesse por amiguinhas. Na verdade gostava de jogar handebol, competir com os moleques da minha rua, nas corridas de carrinhos de rolimã e ostentar orgulhosa, o título de campeã de bolinhas de gude da Gomes de Carvalho!
As coisas foram mudando, quando aos 14 anos, já “organicamente” mocinha, mas ainda me comportando como um moleque, percebi que os meninos me olhavam diferente, um tanto debochados e, as meninas, tinham um pavor de mim, visto que eu não me enquadrava muito no padrão de mocinha prendada.  
No ginásio, sempre preferi conviver com homens, tive bons amigos, um inclusive, confidente e conselheiro, o meu amado Guga, me abriu os olhos para a minha feminilidade... (Aonde será que ele anda???)
Como me sentia feia e sem graça, resolvi me sobressair pela cultura. Até comprei um óculos a lá John Lennon, embora sem grau, para compor meu visual de pseudo intelectual! É mole?!! (risos).
E aí, dá-lhe leitura. Não a “coleção das moças”, poemas adocicados ou revistas tipo Capricho... Era Tolstoi, Sartre, Shakespeare, Ariano Suassuna, Cecília Meireles, Maquiavel... Marx, e dele para a política (ou para o despertar do interesse por ela, foi um pulo!).
Tive algumas paixões na adolescência.
Poucos, mas grandes amigos como Emílio Camanzi, Zé Alexandre, meu irmão Ricardo, Carlinhos Cantobranco... Não me lembro de amigas nesta época, além da Arlene, minha irmã adotiva.
Tive um grande amor amigo, com quem vivi os melhores “séculos minutos” da minha vida. Além de amigo, ele foi parceiro, amante, cúmplice, protetor e protegido, meu poeta, meu poema, nome que bem poucos conhecem na minha história, pois creio que publicizar talvez quebrasse o encantamento...
Já adulta, ainda eram os homens os meus melhores amigos, como Wanderley Gradella (mas, ele trouxe a irmã, minha Maninha como acompanhante), Ronivaldo Maia, que tornou-se, quando chegou ao poder político, uma das minhas maiores decepções. Foi pior que uma facada nas costas.
Em compensação, tenho George Facundo que é meio filho, meio amigo, que eu só amo mesmo por ter sido parido pela Ritinha (risos). Tive a Fátima Feitosa, a Fabiana (mas acho que fui mais amigas delas do que o oposto). Tive o presente de conhecer Iracy Azevedo, e com o câncer, Dra. Laura Testa, Dra. Priscila, Dr. Fábio, Dr. Eduardo, Dr. Bernardo. Enfim, tanta gente que me tratou com carinho e amor, gratuita e graciosamente. Não posso deixar de falar da Dra. Juliana com quem bem pouco conversei, mas, nos entendemos com os olhos... Peço perdão a todos e a cada amigo que não citei neste texto, não por desamor ou ingratidão, mas o “pobrema” não é o câncer, é a memória.
Descobri que Deus tem atitudes simplesmente FANTÁSTICAS: Ele faz de alguém parido por você, mais do que carne da sua carne, amiga, parceira, mãe, filha, protetora, castradora no sentido do “não deixo porque não te faz bem” e você, agradecida, aceita.
Você, querido amigo, sabe que estou escrevendo esse texto principalmente do meu coração para o seu, para lhe dizer, que confio plenamente, que tudo sairá da melhor forma, aquela que fizer você e seus entes amados, felizes, serenos, plenos em suas grandiosidades. Você é um ser iluminado, que escolheu como profissão, ouvir, entender, acalmar e tentar ajudar o outro a encontrar o melhor caminho, a melhor saída. Por isso, e só por isso, creio do fundo da alma, que o Mestre do universo vai como Sábio Maior, te mostrar o caminho, a verdade, a real felicidade e principalmente, colocar em seus olhos, e nesse seu sorriso tão irmão, a alegria de ser como, o quê, e porque, você é! Tenha força, fé, e saiba: “tô na área, se derrubar é pênalti”!
P.S. Entre os muitos amigos, não posso esquecer de citar meus amores virtuais, que rogo ao Pai, um dia abraçar pessoalmente, Célia Rangel e Carla Ceres, enfim, tantos e tantos anjos de luz, que me fizeram continuar acreditando em Deus, na vida e nas pessoas.

Mil Beijos,
Tania Pinheiro.

          

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Cada louco com a sua mania...


Oi meus queridos,

Espero que vocês desculpem a demora, porém, como já comentei, minha casa está de mofo do teto ao chão, o que tem feito vários estragos tanta na saúde da Tatá (a rinite está judiando a bichinha), quanto a minha, não posso nem sonhar em ter qualquer problema nos pulmões!
O frio, a chuva, o mal estar generalizado, acabam tirando um pouco da “pouca inspiração” que tenho para escrever.
Mas, aqui estou, “vivendo e aprendendo a jogar”...
Eu tenho um traço de personalidade, caráter, sei lá, porém, quando estou triste, muito sozinha ou com problemas difíceis de resolver, eu canto! Isso, canto. Vou buscar no fundo do baú pérolas, músicas como quase não se faz mais nos dias de hoje, melodias que aquecem a alma e o coração... E aí... “queixo-me as rosas”, por não ter mais Cartola, tento, como Taiguara, “descobrindo a vida, como se antes nada existisse”, crer que “meu coração vagabundo”, poderá quem sabe, “mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma”, entender que, “o tempo não para” e eu também não!
Canto Pixinguinha... “Ah! Se tu soubesses como eu sou tão carinhosa”... Canto Caymmi’s, o pai e os filhos: “É quando o sol vai chegando lá pro fim do mundo, pra noite chegar” ou, “eu guardo em mim, tantas canções, de tanto mar, tantas paixões”... Canto Dalva, “lembre-se apenas, que não é só casa e comida, que prendem por toda a vida o coração de uma mulher”... E Lupicínio, “entra meu amor, fique a vontade”... Canto Erasmo, “eu não posso mais ficar aqui a esperar”... E também canto as parcerias dele com Roberto, “não adianta nem tentar me esquecer”...
A música vai “lavando” minha alma, vai me levando para lugares que nunca fui, sentindo saudades do que nunca vivi...
Na juventude, cantei em uma boate chamada Banzo, na Avenida Santo Amaro (SP). Eu tinha menos de 18 anos. Meu pai adorava me ouvir cantar, e as escondidas, fez um acordo com o dono da casa, de (rachar) meu cachê e o do pianista (êta cabra bom!). Cantei muito Chico Buarque, Caetano, Gil, cantei Toquinho e Vinícius, Nelson Cavaquinho, Edu Lobo, Paulo Vanzolini... A diferença, é que naquela época, com toda a repressão, eu cantava FELIZ, por acreditar, que nós iríamos mudar o mundo!
Percebo, ou melhor, “confesso abestalhada” (como dizia o grande Raul), que “nossos ídolos ainda são os mesmos”, que a ordem é: “qualquer maneira de amor vale a pena”, que, “nunca, nem que o mundo caia sobre mim...” vou entender ou aceitar o que foi feito com a cultura, a poesia, a esperança, os sonhos e a fé, do povo deste País.
Cazuza perguntou: “Brasil, qual é o teu negócio, o nome do teu sócio?”, como não obteve respostas, desabafou, “a tua piscina está cheia de ratos”...
E aí, meu moleque Gonzaguinha, num gesto de total e sincero abandono cantou “quando eu soltar a minha voz, por favor entenda”... me sinto como na música “sangrando”: por nossa falta de saúde básica no corpo, na mente, na alma, por nossa péssima educação social, cultural e humana, por nossa idiotice em destruir sem pena nem dó, um mundo tão rico, ofertado de graça, pela graça de Deus... “Enquanto os homens exercem seus podres poderes”, eu Tania, só queria ter um coro de vozes felizes e crentes no verso: “Mas, se ergues da Justiça à clava forte, verás que um filho teu não foge a luta”! Como isso é apenas “um sonho e nada mais”, continuarei nas minhas cantorias.


Mil beijos,
Tania Pinheiro.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

“Ê nóis”!


Oi meus queridos,

Faz tempo que não escrevo nada que nos faça rir, meus textos andam muito sérios!
Porém, assistindo pela TV a chegada do Santíssimo Papa ao Brasil (apesar de não ser católica), sinceramente, não deu pra segurar o ser sardônico que existe dentro de mim. Começando pela série de gafes (raros foram, os que respeitaram o Pontífice e o protocolo, beijando o anel papal), seguindo pelo “clima absurdo de informalidade”, houveram fatos tão doidos que preciso destacar: Que andar era aquele da PresidentA ao lado do Papa Francisco? Amigos, parecia até, um soldado alemão!
No trajeto para o Palácio da Guanabara, todos usavam carros de luxo, escuros e blindados, menos sua Santidade, que pediu um carro popular (que era prata), onde de vidro aberto, seguiu o caminho todo acenando para o povão (inclusive na linha vermelha), enquanto o segurança no banco da frente mantinha seu vidro bem fechado (foi o frio, sic!). A propósito, dona Dilma foi de helicóptero.
Quando erraram o percurso, e caíram no meio do engarrafamento, as pessoas cercaram o automóvel do Papa, pedindo bênçãos, beijos, uma foto, um toque nas mãos... Nem neste momento o vidro foi fechado. O Papa afagou crianças, abençoou a todos, não deixando o sorriso de lado, um minuto sequer, isso, depois de 11 horas de voo!
O discurso da mandatária do País foi político e auto vangloriante. Falou dos seus próprios feitos, do bolsa família, do extermínio da miséria (???),  blá blá blá, blá blá blá, deixando para o final, as boas vindas. (Sic)
O discurso de Dom Francisco (que levou metade do tempo do de sua antecessora), falou de amor, de fé, de gratidão, de união em Cristo, a todos principalmente aos jovens de todo o mundo, aqui reunidos para a Jornada Mundial da Juventude. Num gesto de extrema candura declarou: “nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa”. Foi tocante, emocionante, uma lição de humildade e cristandade.
Não haverá chefe especial para a preparação de suas refeições, as próprias freiras que cuidam da Residência Oficial Episcopal, cozinharão para ele. O papamóvel será aberto, sem blindagem, e ele pediu inclusive, que fossem inseridas no programa, visitas aos locais onde vivem os realmente necessitados.
O Ministro Joaquim Barbosa (aplaudido calorosamente ao cumprimentar o Papa) passou batido pela Presidenta. Sei não, mas, foi estranho pra caramba!
Nas emissoras de TV, repórteres diziam absurdos, mas o pior do pior foi a repórter da Rede TV, que singelamente comentou o quanto foi cômico o incidente do Papo “preso” no trânsito e a euforia do povo, em suas saudações ao Papa Bento XVI (3 vezes sic!). Juro que não é piada minha.
Como todo jornalista adoro imaginar cenas e diálogos, principalmente em situações “EXTRAORDINÁRIAS”, como essa da vinda do Papa Francisco ao Brasil.
Fiquei imaginando nos bastidores, numa sala reservada, com ar condicionado e chocolate quente, um diálogo entre a PresidentA e o Pontífice:
– Sua Santidade foi muito corajoso andando pelo Rio de vidro aberto, nem os moradores fazem isso!
– Bobagem, eu queria saldar o povo. De mais a mais, eu não sou o Cristo ressuscitado, sou só um pastor de ovelhas, feliz por estar com seu rebanho. Ninguém me faria mal... Ou a senhora discorda só porque eu sou argentino?
– Sei lá Eminencia, a bandidagem anda a solta... O que tem de chefe do tráfico, de bandido perigoso andando por aí...
– Eu sei, fui cumprimentado oficialmente por alguns...
– Sinceramente, eu morro de medo de andar no meio dessa gente. Tenho fobia de andar no meio do povo!
– Eu não entendo isso, desculpe-me. É difícil entender que um político possa temer aqueles que o elegeram... É bem difícil... Mas, o que posso dizer?... Deus lhe proteja!
Surreal, não acham?!!


Mil beijos,

Tania Pinheiro.

domingo, 21 de julho de 2013

Dúvidas, oh! dúvidas cruéis...


Oi meus queridos,                  

Tive uma semana um tanto quanto atrapalhada, o que me tirou um pouco o ânimo para escrever.
Como já lhes contei (várias vezes) preciso trabalhar urgentemente.
Infelizmente, a concorrência no meu caso, é desleal e desumana: Existem milhares de jovens recém saídas da “facul” dominando plenamente tudo quanto é programa de informática, a maioria por viver ainda com os pais, aceita começar ganhando o piso, estão disponíveis para viajar, enfim... Eu tenho 60 anos, já passei do tempo de frescor e languidez, e como se fosse pouco, sou analfabeta digital, com uma preguiça e resistência enormes para deixar de ser!
Sei que muita gente conhece, respeita e admira meu trabalho, mas, entre ME contratar ou contratar uma jovem (como as que citei no parágrafo anterior) não tenho dúvida de quem ganhará o emprego. Isso, às vezes, desgosta, aborrece, faz com que nos sintamos descartáveis, semi-inúteis, fora de moda, e do padrão almejado! Dói.
Infelizmente, a experiência, as estórias e histórias vividas, a responsabilidade para com o que se vai escrever, a seriedade da informação, nada disso pesa no mercado de comunicação de hoje. Pessoas são desmoralizadas ou enaltecidas, sem que o responsável pela matéria tenha feito qualquer trabalho de pesquisa ou investigação a respeito. Se o citado reagir, um “desculpem a nossa falha”, normalmente resolve.
No outro caso, quando se valoriza demais indevidamente, e alguém questiona a razão, na maioria das vezes, as explicações são tão ou mais ridículas do que o motivo que as provocou.
Adoro ler, conhecer lugares, sonhos, personagens, feitos, fatos, adoro saber a visão e o sentir do outro. Leio miseravelmente de seis a oito livros por mês.
Descobri nas plataformas do metrô, máquinas que vendem livros espetaculares. De Françoise Sagan a Marina Colasanti, de M. Scott Peck a Shakespeare, de escritores desconhecidos (e bons!) a conhecidos manipuladores de palavras e mentes! O melhor, é que você paga o que acha que vale acima de 2,00 Reais. Acredito já ter adquirido mais de vinte livros nas maravilhosas máquinas!
Sei que mexer no computador, será o primeiro passo para eu voltar à ativa. Posso escrever resenhas, textos específicos, posso fazer revisão, talvez manter colunas em jornais e revistas direcionados, enfim...
O negócio é: Como buscar esta informatização? Sei que parece desculpa furada, mas neste momento, não posso bancar um curso ou instrutor. Apesar de todos os dias, a Tainá dizer que está pronta a me ensinar.
Adoro cozinhar! Cozinho muuuito bem, sem modéstia nenhuma. Porém, não tenho mais saúde e força física para comandar a cozinha de um restaurante, o que já fiz antes. Posso sim, me oferecer para preparar almoços e jantares em ocasiões especiais. Conheço a culinária de vários países, e sou absolutamente capaz de organizar e preparar um banquete para cem ou mais pessoas, sem grandes paranoias. Mas, aí, vem a pergunta: Oferecer onde e a quem?
Procurar uma agência, quem sabe a internet?!?
Sei lá, meus queridos, nunca me senti tão confusa e desamparada.
Estou com um livro pronto para ser lançado. São ensaios, contos eróticos, crônicas. Só estou esperando o momento oportuno para coloca-lo no prelo.
Também tenho um projeto de escrever sobre o que foram esses dois últimos anos: O câncer, as experiências, o sofrimento, a fé, a gratidão... Quero contar com as tintas do coração, tudo o que vivemos eu, a Tainá (principalmente), meus familiares e amigos, os novos e verdadeiros amigos-parceiros que ganhei, do Cara lá de cima, enfim, quero ver se consigo me dar esse presente de natal, porém os problemas de HOJE não podem esperar AMANHÃ! E aí, ó dúvida cruel, não sei o que, como, onde, com quem procurar ajuda, apoio, trabalho!
Mais do que nunca na vida, quero voltar a me sentir produtiva, ativa, VIVA!
Estou aberta a sugestões, conselhos, propostas, estou completamente entregue nas mãos de Deus, esperando com fé que Ele me mostre um caminho... Na verdade, não é nada fácil, recomeçar aos 60 anos!

Mil beijos,

Tania Pinheiro.

domingo, 14 de julho de 2013

Humildemente, obrigada Pai!


Oi meus queridos,

Na verdade, esse texto era para ter sido postado na sexta-feira à noite, porém, somente hoje, nossa internet voltou do espaço eterno.
Como para mim é importante partilhar com vocês, resolvi postá-lo mesmo atrasado.
Quarta-feira (10) fui ao Icesp fazer exames de sangue. Rotina. Sentei-me ao lado de uma jovem, que chamarei Maria, que deveria ter mais ou menos 30 anos.
Ela estava visivelmente angustiada. Dei-lhe um sorriso, me apresentei, perguntei seu nome... Falei-lhe que tenho 60 anos, fiz duas cirurgias oncológicas, uma plástica ma-ra-vi-lho-sa, onze quimios e trinta radioterapias, tive uma infecção generalizada, uma endocardite, ganhei de presente um hipotireoidismo, uma arritmia cardíaca, uma depressão que estou lutando para curar e, a maior lição da minha vida: o câncer foi uma benção!
Graças a ele, descobri que não sou supermulher e muito menos insubstituível, que ao contrário do Rei Roberto Carlos, não tenho um milhão de amigos, porém, os poucos que tenho são leais e “pau pra toda obra”.
Descobri o quanto a família é importante: a de sangue e a de coração, descobri que o MEU anjo de guarda, é de carne e osso, e quem pariu fui eu!
Descobri que damos valores a coisas, acumulamos ao longo da vida, coisas e mais coisas, e, raramente compartilhamos, ofertamos, dividimos... Esquecemo-nos que nascemos nus, e ao morrer, levamos somente a roupa que nos cobre!
Agradeço a Deus todos os dias: pelo Sol, que aparece mesmo quando chove, pela vida, por meus filhos, família e amigos, agradeço pelo pão de cada dia, pelo meu lar, por poder me comunicar com tanta gente...
Maria ouvia e chorava. Disse que também tinha dois filhos pequenos. – O que será deles? Perguntou.
Respondi que Deus sabe o que é melhor para cada filho Seu, que ela fortalecesse a sua fé, e acreditasse que iria se curar, criar os filhos, quem sabe, cuidar dos netos... Na verdade, a força da fé, a vontade de viver, a alegria de ver o Sol nascer a cada dia, e principalmente, o exercício de agradecer humildemente por tudo, dão novo sentido a nossa existência. Pedi que ela se acalmasse e acreditasse: Deus pode tudo!
Deixei o endereço do blog, fiz meus exames e vim pra casa.
Há alguns meses, minhas primas amadas, me trouxeram uma montoeira de roupas de grife, de uma tia milionária que elas tinham. A intenção era que eu fizesse um bazar, ou algo do gênero. Era uma forma de me dar uma força.
Tinha peles, inclusive dois casacos, um de vison sintético e outro de astrakan com vison, roupas de marca, bordadas, casacos de veludo... tudo muito bem cuidado, e cá entre nós, tudo muito caro!
Como moro num bairro simples, achei melhor procurar alguns brechós. A maioria se deslumbrava com as peças, porém diziam estar em situação difícil, vendas paradas, enfim... Até que um conhecido indicou-me o “Minha Avó Tinha”, que além de antiquário, brechó, trabalha com aluguel de roupas e peças de época e estilo, fornecem para teatro, produções cinematográficas, e coisas afins.
Como precisava complementar meu aluguel, fui até lá. O lugar é lindo, o atendente, Felipe, muito gentil e educado. O dono e a gerente, não estavam na hora, e como eu tinha consulta no Icesp, deixei a mala para que eles avaliassem.
Gostaria de dizer Ana (gerente) e França (proprietário), que jamais me senti tão humilhada e constrangida. Realmente, a forma como você me tratou Ana, não foi cordial. Eu sei o quanto vale o que “negociei” com vocês. Não sou ignorante, já viajei muito, inclusive morando fora, e creio, não merecia o desdém que você me dispensou.
Minha filha adoeceu de revolta, por não entender a falta respeito humano, sabendo que estou passando por tratamento.
Mas, mesmo assim, agradeço humildemente por você “mesmo sem precisar e sendo peças sem valor”, ter ficado com elas.
Paguei meu aluguel. Ironicamente, faltava exatamente a quantia que você me passou.
A propósito, é incrivelmente bem montado e abastecido o local de vocês, só não encontrei, nem nos cabides, nem nas prateleiras, sequer nos manequins, respeito, solidariedade e humanismo. Isso, a minha avó tinha, e muito, ensinando aos filhos e netos, que somos todos iguais aos olhos do Pai. Espero que vocês continuem fazendo sucesso, do fundo do coração!
Por essas e outras, costumo dizer todos os dias, obrigada Senhor, por tudo o que me proporcionas!
E para vocês que sempre estão comigo no blog, quero dizer, que estou cada dia mais grata, escrevendo minhas bobagens cheias de amor.

Mil beijos,

Tania Pinheiro.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Quando fala o coração...


Oi meus queridos,

A noite passada ficamos conversando, a Tatá e eu, até 4:30h da manhã.
Ela veio para a minha cama, na intenção de me mostrar o quanto sou importante para ela na formação da sua personalidade, caráter, amor ao próximo e à natureza. Na verdade ela queria me “levantar”, fazer com que eu acordasse minha autoestima.
Lembramo-nos dos momentos importantes que nós passamos juntas: bons e ruins. Lembramo-nos o quanto somos amigas e unidas desde sempre.
Já fui com a minha filha a muitos shows de rock, era sua parceira nas baladas, assim como ela, já me “assistiu” em muitos seminários e palestras que fiz por esse Brasil afora.
Dizer que não temos segredos uma para a outra seria um tanto de exagero, mas, sabemos TUDO o que é importante uma da outra!
Minha filha não esconde de ninguém o quanto me quer bem e me admira. Eu, segundo quem ouve, BRILHO, quando falo sobre ela.
Brigamos muito, discordamos em várias coisas. Porém, respeitamos o modo de ser e pensar que cada uma tem.
No essencial somos muito parecidas. Temos uma genuína preocupação com a natureza, os animais, os maus feitos humanos...
Sonhamos com uma casinha num lugar limpo, com muito verde, pássaros, gente humilde e decente, de preferencia, perto do mar.
Sonhamos em cuidar de animais abandonados, plantar o “nosso” comer, não poluir, respeitar o muito de bom e belo que o Pai nos ofertou!
Às vezes, por motivos alheios a nossa vontade, nos isolamos, evitando assim que a outra seja contaminada com as nossas angústias, raivas, medos e decepções, mas, na maioria das situações, nos apoiamos uma na outra, seguramos juntas nossas barras, rimos das besteiras cotidianas, choramos juntas nossas fragilidades!
Sinto-me abençoada por tê-la como filha e, mais ainda, por ser sua mãe. Agradeço todos os dias a graça “do meu primeiro raio de sol da manhã” (é esse o significado do nome Tainá!).
Estamos passando momentos difíceis, que exigem decisões e atitudes sérias, imediatas e definitivas. Acho que estaria apavorada se não tivesse a Tatá, para dividir e compartilhar comigo esses momentos.
Mas a tenho, pela graça do Divino!!!
E é por essas e outras que acredito que vale a pena viver: na minha vida existe AMOR!


Mil beijos,
Tania Pinheiro.