quarta-feira, 10 de abril de 2013

Quando a ordem é ir em frente...



Oi meus queridos,

Então... O tempo que passei sem escrever, não sei se por tristeza, solidão, melancolia ou mesmo por só ter como alternativa pensar, PENSEI pra caramba!
Avaliei meus sonhos realizados e os perdidos também, minhas vitórias e derrotas, minhas perdas e lucros, meus acertos e desmandos, avaliei minhas boas apostas e os ledos enganos, relembrei os ódios fúteis e as paixões avassaladoras...
Mexendo no baú da memória, encontrei amigos queridos e verdadeiros, que se foram com tempo, a distância, “o não mais encontrar”; amores enormes, profundos, dilacerantes, arrasadores, que enquanto vividos pareciam “pra sempre!”... Quando acabavam, acabavam de forma tão definitiva, que não consigo lembrar o gosto do beijo, o cheiro dos cabelos ou o peso do corpo... Ficaram guardados, perdidos no baú...
Passei noites e noites lembrando e contando pra minha Tatá, as peripécias da minha juventude; o tempo do Teatro de Arena, onde tive a felicidade de conviver com Antônio Pedro, Os Guarnieres (pai e filhos), Plinio Marcos, Aldo Bueno, Zanoni Ferrite, Wolf Maia (em começo de carreira, simples, doce, alegre e generoso. Será que o Wolfinho mudou?), fiz Zumbi, Marta Saré (atuando), no Ruth Escobar ajudei a produzir Castro Alves Pede Passagem (Antônio Fagundes era coadjuvante, Zanoni era a estrela maior!) e ainda tive a alegria de participar do Balcão e Cemitério de Automóveis...
Lembro Daniela Escobar, tão jovem, tão linda e carente, ganhei dela o Aleph (de Jorge Luis Borges) e me emocionei com o carinho da menina de olhos tristes e ar desafiador! Nunca mais a vi. Gostaria de sabê-la feliz.
O tempo que fiquei sem escrever passei-o fazendo faxina na memória, afinal, são 60 anos e se não me cuidar, o “Alemão” me pega! Estou cheia de baboseiras para contar pra vocês. Nada como o tempo para armazenar bagulhos!
É... Tem muita coisa engraçada, muitos momentos de angústia, muitas lembranças de gentes e lugares que não gostaria de esquecer ou guardar só pra mim! A ordem é seguir em frente é verdade, porém, sem abandonar o que vivi.

Mil beijos,
Tania Pinheiro.

4 comentários:

Célia Rangel disse...

Oi, Tania! Muito bom remexer o baú das nossas memórias... Faxinar e deixar apenas as deliciosas, pois as amargas... não são boas não! Veja o quanto de valores você reviu em sua vida! Lindos momentos! Conte-nos mais!
Beijos da Célia.

P.S. Lucas disse...

Até que enfim, voltou pra cá. Sabe, quando a gente faz amigos, não se deve abandoná-los. Deve ao menos colocar um textozinho aqui, por mais ruim que for, nem que seja pra eles cansarem de nós e irem embora.

Fico feliz que esteja conseguindo organizar as ideias. Eu não tenho nem um terço da sua idade e, graças a Deus, não passei nem a metade do que você passou, mas sei o quanto é difícil essas "crises" que passamos.

Abraço,

P.S. Lucas disse...

Se bem que, se não temos nada a dizer, o melhor é ficar quieto mesmo, tanto nos blogs como na vida. Enfim, fico feliz que tenha voltado.

Ilu.

Fernanda Frattini disse...

Encantador!