sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Cada louco com a sua mania...


Oi meus queridos,

Espero que vocês desculpem a demora, porém, como já comentei, minha casa está de mofo do teto ao chão, o que tem feito vários estragos tanta na saúde da Tatá (a rinite está judiando a bichinha), quanto a minha, não posso nem sonhar em ter qualquer problema nos pulmões!
O frio, a chuva, o mal estar generalizado, acabam tirando um pouco da “pouca inspiração” que tenho para escrever.
Mas, aqui estou, “vivendo e aprendendo a jogar”...
Eu tenho um traço de personalidade, caráter, sei lá, porém, quando estou triste, muito sozinha ou com problemas difíceis de resolver, eu canto! Isso, canto. Vou buscar no fundo do baú pérolas, músicas como quase não se faz mais nos dias de hoje, melodias que aquecem a alma e o coração... E aí... “queixo-me as rosas”, por não ter mais Cartola, tento, como Taiguara, “descobrindo a vida, como se antes nada existisse”, crer que “meu coração vagabundo”, poderá quem sabe, “mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma”, entender que, “o tempo não para” e eu também não!
Canto Pixinguinha... “Ah! Se tu soubesses como eu sou tão carinhosa”... Canto Caymmi’s, o pai e os filhos: “É quando o sol vai chegando lá pro fim do mundo, pra noite chegar” ou, “eu guardo em mim, tantas canções, de tanto mar, tantas paixões”... Canto Dalva, “lembre-se apenas, que não é só casa e comida, que prendem por toda a vida o coração de uma mulher”... E Lupicínio, “entra meu amor, fique a vontade”... Canto Erasmo, “eu não posso mais ficar aqui a esperar”... E também canto as parcerias dele com Roberto, “não adianta nem tentar me esquecer”...
A música vai “lavando” minha alma, vai me levando para lugares que nunca fui, sentindo saudades do que nunca vivi...
Na juventude, cantei em uma boate chamada Banzo, na Avenida Santo Amaro (SP). Eu tinha menos de 18 anos. Meu pai adorava me ouvir cantar, e as escondidas, fez um acordo com o dono da casa, de (rachar) meu cachê e o do pianista (êta cabra bom!). Cantei muito Chico Buarque, Caetano, Gil, cantei Toquinho e Vinícius, Nelson Cavaquinho, Edu Lobo, Paulo Vanzolini... A diferença, é que naquela época, com toda a repressão, eu cantava FELIZ, por acreditar, que nós iríamos mudar o mundo!
Percebo, ou melhor, “confesso abestalhada” (como dizia o grande Raul), que “nossos ídolos ainda são os mesmos”, que a ordem é: “qualquer maneira de amor vale a pena”, que, “nunca, nem que o mundo caia sobre mim...” vou entender ou aceitar o que foi feito com a cultura, a poesia, a esperança, os sonhos e a fé, do povo deste País.
Cazuza perguntou: “Brasil, qual é o teu negócio, o nome do teu sócio?”, como não obteve respostas, desabafou, “a tua piscina está cheia de ratos”...
E aí, meu moleque Gonzaguinha, num gesto de total e sincero abandono cantou “quando eu soltar a minha voz, por favor entenda”... me sinto como na música “sangrando”: por nossa falta de saúde básica no corpo, na mente, na alma, por nossa péssima educação social, cultural e humana, por nossa idiotice em destruir sem pena nem dó, um mundo tão rico, ofertado de graça, pela graça de Deus... “Enquanto os homens exercem seus podres poderes”, eu Tania, só queria ter um coro de vozes felizes e crentes no verso: “Mas, se ergues da Justiça à clava forte, verás que um filho teu não foge a luta”! Como isso é apenas “um sonho e nada mais”, continuarei nas minhas cantorias.


Mil beijos,
Tania Pinheiro.


3 comentários:

Célia Rangel disse...

Olhe Tania... já fiz muito isso... como não deu IBOPE, nem uns trocados... não gravei nenhum 'bolachão'... prefiro escutar boas músicas... pois se nossos '(des)governantes' não entendem o que gritamos pelas ruas... cantarolar hoje, para mim, seria como jogar pérolas aos 'porcos' que vivem suntuosamente, alimentam-se organicamente e cuidam da saúde em hospitais de referência, jamais no SUS... e, por ai vai... Você me fez cantarolar: ..."sou menino passarinho com vontade de voar"...
Beijo pra vc e a Tatá!
Célia.

Carla Ceres disse...

Oi, Tania! Então somos três. Eu também canto quando estou triste, só que nunca tive talento pra fazer isso profissionalmente a não ser que me pagassem pra parar. Gosto de mudar as letras: "A sua piscina tá cheia de ratos. Todos de tanga com buraquinho pro rabo e unguento na cara". Bagunçar letra de música me anima demais. :) Obrigada por visitar meu blogolino e comentar! Você foi muito legal. Beijos pra vocês!

Célia Rangel disse...

Nossa Carla! Sabe que eu também recebi tão dignas visitas? Superou o Papa! Até porque ele é tuiteiro e não blogueiro... portanto 'nossos santos não batem'... nem de papa móvel em congestionamento! Vivas à Tania e à Tatá... r*
Bjks, Célia, cantando a "Geni do Chico"... politicamente correta...r*