quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Refletindo, reflexando, reluzindo a sabedoria da minha “menina velha”!



Oi meus queridos,

Acabei de escrever um texto, daqueles que causam o mesmo efeito de uma mina escondida no deserto, ou tanque de guerra esmagando alegrias.
Muita raiva, muita angústia, muita vontade de CONHECER a tal da JUSTIÇA, um desejo insano de empunhar uma R15 e exterminar em praça pública, seis dúzias de corruptos, ladrões, “salvadores de almas e da Pátria”, defensores da ordem e da lei.
Tanto rancor, tanta amargura, encheram de lágrimas os olhos da Tatá... E aí, em sua sabedoria de espírito velho, ela me perguntou se “aquilo” era digno de ser postado para pessoas que procuram força, solidariedade, esperança, histórias de vitória e superação, buscando apoio nas mensagens do blog... Pessoas que como nós (já que ela esteve ao meu lado a cada segundo) enfrentam não só a doença, mas, o medo, a depressão, as mudanças, as muitas restrições... e, vencem, a cada a dia!
Ela com os olhos vermelhos de chorar, perguntou-me o porquê do texto, por que meu coração estava tão escuro, meu sorriso tão sem graça, meus olhos tão apagados?!?
Não soube responder. O que disse foi que estou triste, me sentindo vazia, inútil, improdutiva, sem vontade de sonhar ou prosseguir.
Ficamos 2 horas conversando. Um UFC de amor entre mãe e filha. Lavamos com lágrimas “nossas almas sujas”, por excesso de uso, de dor e de medo. Às vezes, não percebemos, o quanto escurece o nosso coração a tristeza, a melancolia, a falta de fé...
Não nos prometemos nada, só pensar (e muito) na conversa.
Acho, não, tenho certeza, que encontraremos grandes, lindas, fortes e felizes soluções: Porque o nosso amor é tanto, tão puro, verdadeiro e “insano”, que não valeria a pena, termos nos escolhido como mãe e filha, se não fosse para desfrutar com toda alegria, o TÍTULO de filhas diletas do Grande Mestre do Universo.


Amo vocês, mas + a Tatá.
Mil beijos,
Tania Pinheiro.

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Vivas à Tatá... Certíssima!! Tania quando abrimos nosso coração aos amigos a familiares sensíveis e que sensibilizam-se conosco, pintamos a vida com outros tons... Agora, infelizmente nem todos os leitores avaliam 'nossos tons de cinza'... nada sexy... Que felicidade termos junto a nós, seres que se importam, que nos acolhem, ouvem e nos dão pistas para buscarmos outras saídas!
Abraço-as! Célia.

Carla Ceres disse...

Não é à toa que admiro tanto vocês duas. Conseguem conversar e se dar força mesmo nos momentos mais difíceis. Mãe e filha, sábia ponderação e justa indignação. No fim, tudo se equilibra e vocês vencem juntas. Continuem firmes e saibam que, mesmo não sendo tão jovem (1967) nem tão sábia, torço muito por vocês. Beijos!