sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Love is all


Oi meus queridos,

São 13:30hrs, e eu deitada, sem fazer coisa alguma, fico pensando no quanto sou abençoada. Ontem “atropelei” um carro. O rapaz vinha com a família a 10km por hora, uns 5m atrás de mim. Minha rua, além de estreita, fica com carros estacionados dos dois lados, o que deixa espaço para o trafego de apenas um veículo por vez. As calçadas tomadas por motos e bike’s não dão condições de um pedestre se locomover. – Égua! Quanta firula pra dizer que caí (risos).
Pois bem, lá vinha eu, sonhando com sei lá o que, quando me voltei e vi o carro quase em cima de mim, não sei como, torci o pé e caí com tudo! (Me senti um saco de batatas).
Ralei o joelho, o tornozelo, machuquei seriamente a mão e o punho esquerdo à ponto de minha filha me obrigar a ir para o CAIO.
Fiz radiografias, esperei umas 4hrs pra ser atendida.
O pior é que a Tatá veio mais cedo do trabalho pra casa por estar ultra gripada, com febre, e o nariz... bem, o nariz já estava disforme de tanto a bichinha assoar! Ela não havia se alimentado direito, estava literalmente um bagaço, arriada e sem foças.
Pois foi ver meu pulso e joelho naquelas condições (o joelho, um pivete, com cara de sacana, perguntou: Machucou tia? A resposta bem Tania Pinheiro foi: Não, queridinho, passei batom pra enfeitar o joelho) e lá fomos nós para o ICESP. Ficamos das 16h às 23:30h. Olhava o estado da minha filha e sentia vontade de chorar, mas nenhum dos argumentos que usei, dizendo que não era nada, que eu estava bem... Enquanto tudo o que ela achava necessário não foi feito, eu, sequer fui levada a sério. A palavra final foi a dela: vamos esperar.
Como sempre, os anjinhos do CAIO fizeram de tudo para amenizar a nossa angústia, tentando agilizar os procedimentos.
Os americanos tem uma expressão que diz: Love is all. Realmente não importa de onde ele venha, o amor é tudo!
O CAIO, que é o pronto socorro do ICESP, recebe algumas centenas de pessoas no seu dia a dia. Trata todas com respeito, carinho e consideração. São criaturas que trabalham por amor, que sentem e enxergam a dor do outro...
Nesse momento, estou esparramada na cama, a perna dura (se dobrar dói o joelho), com uma enorme vontade de fazer uma surpresa pra minha filha, mesmo tendo ela me colocado de castigo e proibido de zanzar por aí!
É isso meus amigos: sentimentos reais, realmente sentidos e confessados, nada mais são que demonstração de amor. Não sei se foi por nostalgia, mas me peguei recordando os anos 70, acho (não posso garantir) que foi em 1978 num festival da Globo, que a música campeã chamava-se Love is all.
Então, só para terminar, eu te amo mais que tudo, “meu Tatá”!

Mil beijos,

Tania Pinheiro.

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Olhe Tania... se você não existisse teríamos que mandar fabricar! Das catástrofes faz um cena cômica! Opa, ideia... escreva para o Porchat - via Porta dos Fundos - ou a da Frente mesmo - e quem sabe... além da Playboy a veremos no Youtube? Hein? Já parou pra pensar? Tá de molho mesmo... então tecle ai...
Beijo e bom restabelecimento, ok? Chega de arte!
Célia.

Carla Ceres disse...

Tania, agora que estou sabendo que você está de molho, mas bem, posso rir sem culpa. Achei o máximo sua resposta: "passei batom pra enfeitar o joelho". Só podia ser você. :) Se cuida, viu? Eu ainda me lembro do quanto dói tentar dobrar um joelho esfolado. Beijos pra você e pra SuperTainá!