segunda-feira, 20 de maio de 2013

Os filhos desse Solo não gentil!



Oi meus queridos,

A cada dia que passa, sinto mais tristeza e vergonha em ser brasileira. Desde que fomos invadidos pelas Naus Catarinetas, assim como os nossos antecessores, os índios, vimos sofrendo todo o tipo de engodos, espólios, roubos, falta de respeito e humanidade.
Somos, apesar do número, um povo frágil, acomodado, cordeiro e submisso!
Fossemos como los hermanos vizinhos, já teríamos tirado de seus tronos, vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores, ministros e até, grãos mandatários dessa nossa patriazinha subjugada!
Apesar de sermos nós os responsáveis por elegê-los, não sei se seria justo dizer que também somos culpados por nossa ignorância, falta de educação e visão política, comodismo, maus costumes, (lembram a lei de Gerson, levar vantagem em tudo?), egoísmo, impotência e falta de compromisso conosco e com os que amamos, com a Terra e nossos semelhantes.
Enquanto aguardamos ansiosos a chegada dos gringos para as Copas, fingimos não perceber os estragos cometidos contra o meio ambiente, o povo, nosso futuro e nossos bolsos... Fingimos não saber sobre Belo Monte, as chacinas em escala, que vão de índios a caboclos, de moradores de rua a pretensos marginais, de policiais a inocentes civis, que morrem por estarem no lugar e hora errados, quando um crime deveria acontecer.
Fingimos cinicamente, não saber sobre os desvios de verba, o vencimento (sem que tivessem chegado ao destino) de merenda escolar, medicamentos, aparelhagens que atenderiam as necessidades da saúde pública.
Enquanto isso, país a fora, médicos, profissionais da saúde, professores, servidores públicos e até policiais, juízes e magistrados, declaram-se em greve por melhores salários e mais respeito profissional!
As novelas mostram coloridamente às “realidades” que lhes são do interesse e dão ibope. A cultura morta e ainda aguardando o féretro, é embalada por  A LEK LEK LEK LEK, e nós, de tanto engolirmos sapo, de tanto nos obrigarmos a conviver com a nossa acomodada incompetência, vamos “criando, alimentando e morrendo” de gastrites, aneurismas, infartos, câncer, e doenças psicossomáticas, ou o que é pior: transtornos psíquicos tão sérios, que nos levam aos estupros, auto mutilações, assassinatos inomináveis ou suicídios cada vez mais bárbaros, inexplicáveis e incompreensíveis!?!
Na minha cabeça, só vem à letra do rap de Gabriel o Pensador “Até quando”?
Se puder ouça, reflita, e se tiver alguma ideia de como poderemos começar a mudança deste caos em que nos encontramos, pelo amor de Deus, compartilhe conosco.

 

Mil beijos,
Tania Pinheiro.

3 comentários:

Carla Ceres disse...

Oi, Tania! Você falou pra ouvir. Fui pro YouTube, ouvi e achei ótima. Gosto do Gabriel, o Pensador. Concordo com vocês dois e com o ministro Joaquim Barbosa. Beijos!

Célia Rangel disse...

É... Tania... Deitado eternamente em berços não esplêndidos... acomodamo-nos e seguimos em pesadelos... Infelizmente! Dê uma passadinha no que postei hoje: http://celiarangel.blogspot.com.br/2013/05/depoimento-pessoal.html
Bjs. Célia.

Carla Ceres disse...

Oi, Tania e Tainá! Voltei pra dizer que recebi e adorei o comentário de vocês sobre o conto. Muito obrigada, queridas! Beijos!