quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pra sempre em nossos corações...



Oi meus queridos,

Na última quinta-feira 9 de maio, depois de ordenar uma faxina, perfumando e enchendo de flores cada cantinho do céu, o Pai Maior, autorizou Seus Anjos, Arcanjos e Querubins, a virem buscar “nosso Pedinho”...
Ele estava lá em Mossoró, com seu pequenino e frágil corpo, tão sofrido, lutando para não deixar que, mãezinha, Nitinho, seus filhos, netos, amigos, eu a Tatá... enfim, todos os que o amamos tanto, sofrêssemos com sua partida. Apesar das dores, do cansaço, apesar de carregar no corpo e na alma, o peso de uma vida de lutas, perdas e decepções, meu paizinho do coração, era a imagem da alegria, da bondade, da pureza, homem justo e abençoado.
Nunca o vi de mau humor. Nunca ouvi de sua boca uma blasfêmia ou palavra contra um semelhante.
Sempre sorrindo, disposto (não parava um minuto!) varrendo o terreiro, ou jogando baralho sozinho, aparando as flores e as árvores do jardim, visitando o túmulo do gato de estimação, ou “armado de sua peixeira”, revisando se as portas e janelas estavam bem fechadas (e isso em Carnaubais!), tudo o que vinha dele era doce, leve, simples, cristalino como a água da moringa.
Pequenino, andava curvado, talvez pela escoliose, talvez pelo tempo, talvez por carregar nas costas, tanto amor e sabedoria!
Ele, e sua esposa Dona Tiquinha (que por traquinagem dele, me foi apresentada como Gaída, nome pelo qual me refiro a ela até hoje), me receberam de braços e corações escancarados, quando Francisco ou simplesmente Nitinho, meu irmão de alma, me levou como hóspede, enquanto eu ministrava um curso na cidade. Fui tão amada, tão acolhida, que mudei-me pra lá. Troquei o mar de Natal, minha casa na Ponta Negra, por um cantinho em Carnaubais, onde por graça de Deus, de graça, ganhamos minha filha e eu, uma família, amigos, parceiros nos sonhos e devaneios...
Aí, veio o câncer e eu vim para São Paulo.
Falávamo-nos sempre. Eu prometi que voltaria, assim que desse, para abraça-los, matar saudades, colocar as cadeiras na calçada e “fofocar da vida alheia”!
Não deu tempo.
Nos piores momentos do meu tratamento, achei que eu iria antes, espera-lo lá do outro lado. Errei!
Porém, como creio que isso aqui é só uma passagem, que logo nos encontraremos num lugar muito melhor e mais feliz que esse, só gostaria que ele não me esquecesse e me recebesse com o mesmo carinho quando nos reencontrarmos.
De você paizinho, só tenho lindas e doces lembranças. De você e da minha Gaída querida.
Tenham certeza, que mesmo estando fisicamente longe, estamos a Tatá e eu, ao lado de todos vocês, em espírito, saudade e orações. Nós os amamos muito e tenham certeza vocês ficarão pra sempre nos nossos corações!
Obrigada por tudo.

Mil beijos,
Tania e Tainá.

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Tania e Tatá!
Sinto com vocês, por saber o que é a despedida aqui na terra, de uma pessoa que amamos. Infinitas saudades. Mas, também creio que estamos de passagem, que essa 'casca' que nos cobre se esvai e, claro que nos reencontraremos em um plano muito melhor. Afinal, nossa família espiritual é muito amada e não pode ser dizimada jamais. Minhas orações e abraços,
Célia.

Carla Ceres disse...

Queridas Tania e Tainá, quando uma pessoa tão especial deixa este mundo, é difícil não sentirmos saudade, mas acredito que sua luz continua iluminando nossos caminhos até nos reencontrarmos. Beijos!