terça-feira, 24 de setembro de 2013

Toc, toc, toc, tem alguém aí?


Oi meus queridos,

Certamente, vocês conhecem pelo menos uma pessoa, que quando se sente triste, aporrinhada, sozinha, de problemas até os olhos, se fecha atrás de sete portas e janelas e, esconde as chaves, como garantia para o seu ostracismo.
Pois bem, gostaria de falar para essas pessoas, que esse tipo de atitude é um “chama” para AVC, infarto, depressão, diabetes, e... câncer!
É isso mesmo: fugir de quem nos quer bem, não pedir ajuda, recorrer a mais trabalho, mais cigarro, mais um drink... nada disso vai ajudar.
Quando nos fechamos em nós mesmos, ensimesmados com as coisas ruins que acontecem conosco, ou a nossa volta, enfraquecemos. Mais fracos, temos menos poder de imunidade, somos alvo fácil para vírus, bactérias e as mais perigosas das doenças: a apatia, a tristeza, a falta de vontade de lutar, a dispersão dos bons sentidos, como o gosto do sorvete de chocolate, o cheiro do cabelo de quem amamos, ver o brilho da estrela D’alva quando nasce, ouvir o som dos passarinhos ao entardecer...
A tristeza, o rancor, as mágoas, os sapos engolidos e não digeridos são os principais agentes para o enfraquecimento do nosso corpo. E quando nosso corpo adoece, a alma solidária tende a se deixar levar! E aí, a auto piedade, o mau humor, a falta de fé, o medo, todas as bobagens, que sem pensar, fazemos, tomam conta de nós, e... Já era!!!
Então meus queridos, se algum de vocês está, ou conhece alguém que esteja vivendo esse momento, tome uma decisão radical: Sacuda a criatura, mostre-lhe quantas pessoas passam por problemas até piores, com dignidade, esperança, e a certeza de que o Altíssimo fará o que for melhor para ela.
A fé, a esperança, o bom humor, o gostar de estar vivo, o amor e principalmente o amor próprio fazem milagres! Eu sou prova desse milagre, estar viva! Tudo o que podia acontecer, aconteceu: câncer, arritmia, tireoide, depressão... já estamos nessa batida há quase 3 anos.
Vivo um dia de cada vez. Às vezes, estou de mau humor, outras, sem vontade de conversar, às vezes me aborreço com besteiras, outras, me deslumbro com um inseto que pousa em minhas plantas. A garantia que tenho de vida é este momento!
Sei lá, se daqui a 10 minutos, um doido qualquer me atropela e lá vou eu conversar com São Pedro? Sei lá!
Quer saber? Viva. Muito. Profunda e plenamente. E agradeça ao Pai, pelo sol, pela chuva, pela lua, pela primavera e principalmente, por ele ter feito tudo isso pra você!
Pense no que leu e vai me dar razão.

Mil beijos,

Tania Pinheiro.

6 comentários:

Célia Rangel disse...

Oi... Sim aqui tem alguém que torce muito por você e a admira... Sua força, garra e fé passa uma enorme vontade de viver para nós. Sacudirmo-nos é uma das soluções. Jamais autopiedade. Se estamos vivas há no mínimo um comprometimento conosco - o de viver bem - segundo os limites - no ainda que - mas sempre dar a volta por cima, ok amiga? Beijo e um dia muito feliz pra você.
Célia.

Carla Ceres disse...

Oi, Tania! A carapuça me serviu direitinho e chegou em boa hora. Vou tratar de aprender. Beijos!

Tania Pinheiro disse...

Célia querida, primeiro, acho lindo vc me chamar de menina Tania, muito carinhoso!
A força, a coragem, a vontade de viver a que vc se refere, vem de pessoas como vc, que todos os dias, com muito carinho, me trazem apoio, doçura, e essa amizade tão importante. Obrigada por tudo!
Beijos, Tania.

Tania Pinheiro disse...

Carlinha, juro que tricotei a carapuça para enfiar em minha própria cabeça, mas já que coube na sua também, que tal fazermos um revezamento rs...?!
Tatá e eu estamos sempre aqui, de braços abertos, para te receber!
Beijos, Tania.

Letícia disse...

É... me serviu tb. E tenho que me manter firme. As nuvens da tempestade se aproximam e cada dia tento viver e me fortificar... bom. Seja o que Deus quiser. Um Beijo grande em vcs duas!

Tania Pinheiro disse...

Letícia querida, a vida é cheia de surpresas, umas boas, outras nem tanto... mas, creio piamente na obra do Altíssimo.
Temos um enorme guarda-chuva a Tatá e eu. Abraçadas cabemos direitinho embaixo dele, então já sabe, estamos aqui a partir do primeiro pingo.
Mil beijos,
Tania.