Oi meus queridos,
Anteontem, acredite quem
quiser, o “quase” impossível me aconteceu. Caí de cara no chão, bem na frente
da Galeria Olido e, quebrei o mesmo joelho que machuquei na semana passada,
quando atropelei o carro de um cidadão na minha rua! Juro, se me contassem eu
não acreditaria!
Sabem aquelas redes de
plástico laranja, que colocam para isolar a rua? Pois é... o povo soltou-as dos
suportes, e o chão ficou igual a baile carnavalesco, repleto de serpentina! Algumas
enrolaram no meu tênis e... PIMBA! Lá fui eu de cara no asfalto.
Imediatamente, várias
pessoas vieram me ajudar. Consegui virar o corpo e sentar, com as pernas
esticadas. Quando, apoiada por uma jovem maravilhosa que trabalha no bar em
frente (perdoe meu anjo, mas com tanta loucura, esqueci os nomes de várias
pessoas que me acudiram), ela e um outro rapaz tentaram me levantar, mas a dor
não permitiu: quebrei o joelho, mais exatamente a patela. O sangue começou a
brotar na calça legue (tão bonitinha, cortaram toda), várias pessoas ligaram
para o SAMU, que depois de 1 hora e sei lá quanto, apareceu. Até aí, já haviam me
sentado numa cadeira, a doçurinha do bar estava ao meu lado e muita gente em
volta tentando entender “qual a atração no meio daquela roda”.
Eu havia pedido um sanduíche
de queijo para levar para a Tatá, que saiu do trabalho sem almoçar e foi me
encontrar no Hospital do Servidor Público Municipal. Pedi também dois copos de
suco de maracujá, mas o Nestor, motorista da viatura do SAMU, esperou que eu
tomasse o meu, e sem nenhuma cerimônia, dispensou o da Tatá. Tanto ele, quanto
as enfermeiras da ambulância (de novo falta-me a memória dos nomes) foram MARAVILHOSOS!
Super profissionais, atentos, e com enorme educação, me imobilizaram, colocaram
na ambulância, e descobriram um hospital que me atendesse imediatamente.
De coração, gostaria de
agradecer as duas enfermeiras e ao Nestor (mesmo não tendo levado o suco da
Tatá). O cuidado, o carinho, o respeito e atenção que eles tiveram comigo,
compensaram o tempo da espera.
A equipe do Setor Choque,
que fez o primeiro atendimento no hospital HSPM, todos, sem exceção, foram
incríveis. A atenção que recebi não deixa nada a desejar aos hospitais
particulares.
O ortopedista que cuidou de
mim, Dr. César é uma daquelas pessoas que provoca AMOR à primeira vista!
Alegre, atencioso, brincalhão, bonito pra caramba, um baiano porreta, que além
de tudo é um fabuloso ortopedista! Foi difícil resistir ao seu charme (risos),
queria ter 40 anos menos...
Uma das muitas enfermeiras (ou
seriam anjos?), a Neuza, tem uma maneira de agir, que parece que nos
conhecíamos desde sempre. Além dela, do Chagas, que passou a noite me dando língua
(acho que ele não é muito normal), da Fofura, do Teixeira o artesão do gesso (segundo
Dr. Cesinha ele é o melhor gesseiro do Brasil), da Bonita que veio com o Cícero
me trazer de ambulância até em casa, todos os que me atenderam neste dia
inenarrável, foram excelentes profissionais, pessoas que servem ao próximo antes
e acima de tudo por amor. Fazem da profissão, do atender ao outro, a
personalização do AMOR!
Deus colocou no meu caminho
seres tão humanos, tão dignos, que penso nem ser merecedora de tanta bondade!
Vivo cercada de afeto, começando pela minha “luz” Tainá, seguindo de tantas e
tantas pessoas que me dão graciosamente atenção, força, nos ajudando a cuidar e
acreditar em nossos corpos e almas...
É, o
amor é tudo!!!
Quanto ao raio, estou engessada
do tornozelo à virilha, ou seja, quem disse que um raio não cai duas vezes no
mesmo lugar?!? Devo ser realmente diferente, até o Dr. César assinou o meu
gesso. Quem mais se escala?
Mil beijos,
Tania Pinheiro.







